A senadora Tereza Cristina, destacada figura do partido, comentou a situação e classificou a decisão governamental como injusta e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais em todo o país. Para ela, o veto não apenas ignora um amplo acordo construído no Parlamento, mas também pode trazer consequências negativas para o desenvolvimento do setor. “Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo”, argumentou a parlamentar, enfatizando a luta do PP na defesa da segurança jurídica e dos direitos dos trabalhadores rurais.
A regularização fundiária é considerada vital pela bancada, pois promove a prosperidade, o acesso a crédito e a estabilidade para os produtores, o que torna o tema relevante em um contexto de crescente distanciamento entre o PP e o governo Lula. Em setembro de 2023, a federação formada pelo PP e o União Brasil havia anunciado sua saída da base aliada do governo no Congresso, numa decisão que exigiu que todos os filiados deixassem cargos no Executivo federal, em um claro movimento de reposicionamento político à direita.
Entretanto, a saída não foi totalmente efetiva. O deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca, decidiu permanecer no governo mesmo após a orientação do partido, o que resultou em sua exclusão de funções executivas internas. Apesar da declaração de distanciamento, o PP ainda mantém uma quantidade considerável de filiados ocupando cargos estratégicos no governo, evidenciando a complexidade das relações políticas em jogo. Até recentemente, cerca de 140 membros da federação ainda ocupavam posições relevantes na administração federal, reafirmando a influência que o partido ainda exerce, mesmo em meio a divergências com a condução do governo atual.






