A Iniciação Científica visa cultivar o pensamento científico entre os estudantes, que são orientados por professores e técnicos com títulos de mestre e doutor. No ciclo 2023-2024, a Uncisal conta com 124 estudantes e 51 orientadores envolvidos em projetos financiados por diversas entidades, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), além das bolsas oferecidas pela própria universidade.
O sucesso da Iniciação Científica é evidenciado pelo seu crescimento, que agora abrange alunos do ensino médio e também da pós-graduação stricto sensu. Emanuele Mariano, chefe de Iniciação Científica da Uncisal, explica que, além dos tradicionais programas de Iniciação Científica, a instituição oferece outras modalidades, como as voltadas para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, o Ensino Médio e o Centro de Diagnóstico e Imagem.
Anualmente, a Uncisal abre chamadas públicas para selecionar novos projetos, permitindo a participação de alunos de graduação, pós-graduação e ensino médio vinculados a grupos de pesquisa e orientados por professores ou técnicos com mestrado ou doutorado. As propostas passam por um rigoroso processo de avaliação e, se aprovadas, são desenvolvidas ao longo de 12 meses.
Juliane Cabral, professora e pesquisadora da Uncisal, é uma das orientadoras que participam desses programas. Ex-aluna de Iniciação Científica, ela destaca a importância dessa etapa em sua carreira acadêmica, ressaltando que a publicação de artigos durante a graduação conferiu uma vantagem competitiva significativa nas seleções de mestrado e doutorado. Hoje, Juliane incentiva seus orientandos a seguirem o mesmo caminho, reconhecendo a Iniciação Científica como um crucial passo na trajetória universitária.
As pesquisas realizadas no âmbito da Iniciação Científica têm resultado em uma vasta gama de produtos acadêmicos, como eventos científicos, artigos, capítulo de livros, e trabalhos de conclusão de curso. Essas produções comprovam a relevância científica do programa para a universidade e para os próprios pesquisadores envolvidos.
Emanuele Mariano atribui o sucesso da Iniciação Científica a diversos fatores, como a ampliação do corpo docente, o aumento da carga horária dos professores e a melhoria na infraestrutura da Uncisal. Ela acredita que a participação nos programas ainda pode crescer e estimula professores e alunos a se envolverem nos projetos de pesquisa e contribuir ainda mais para o desenvolvimento científico da instituição.
O estudante Daniel dos Santos Almeida é outro exemplo de sucesso. Em seu segundo projeto de Iniciação Científica, ele destaca as múltiplas experiências adquiridas, desde a ampliação do conhecimento científico até a participação em eventos acadêmicos. Um dos resultados mais notáveis foi a publicação de um artigo Qualis A1. Ele ressalta que, apesar da dedicação exigida, os resultados são extremamente gratificantes, enriquecendo a formação profissional.
Com uma sólida trajetória de desenvolvimento e sucesso, os programas de Iniciação Científica da Uncisal continuam a desempenhar um papel fundamental na promoção do conhecimento e na formação de futuros cientistas e profissionais.
