De acordo com a administração municipal, o programa conta com 23 mil câmeras espalhadas pela cidade e, em apenas seis meses de funcionamento, já foi responsável pela prisão de 512 foragidos, identificação de 30 pessoas desaparecidas e registro de 1,8 mil flagrantes. Apesar dos resultados positivos, o Smart Sampa tem enfrentado críticas de opositores, que levantam questões sobre possíveis violações de direitos individuais, segurança da informação e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, defende a eficácia do programa, argumentando que o monitoramento realizado não invade a privacidade dos cidadãos e contribui para a segurança pública. Morando ressalta que o Smart Sampa atua dentro dos parâmetros legais e que apenas pessoas cadastradas como foragidos são identificadas pelas câmeras, garantindo que não haja abordagens ilegais.
O sistema já proporcionou a captura de diversos criminosos, como o caso de Neudivan Oliveira Ribeiro, foragido de um homicídio no Ceará, que foi preso em uma escola na zona leste da cidade. Outros criminosos foram reconhecidos em unidades de saúde da capital, mostrando a eficácia do programa em diversos contextos.
Com um algoritmo que estabelece critérios de similaridade facial e acionamento automático da GCM, o Smart Sampa tem se mostrado uma ferramenta importante no combate à criminalidade e na garantia da segurança dos cidadãos de São Paulo. A polêmica em torno do programa continua a suscitar debates sobre segurança, privacidade e proteção de dados, evidenciando a necessidade de um equilíbrio entre tecnologia e legislação para o bem-estar da população.
