Os dados, extraídos das declarações de IR do ano em questão, foram disponibilizados em uma plataforma interativa que permite ao público acessar informações sobre diversos aspectos das declarações. Essa nova ferramenta oferece detalhes sobre localização geográfica, faixa de renda, ocupação, raça, cor, sexo e faixa etária dos contribuintes, além de possibilitar um confronto mais minucioso dos dados sobre profissões e suas respectivas médias de patrimônio e renda.
De maneira impressionante, os titulares de cartório apresentaram a maior média de patrimônio, alcançando o patamar de R$ 3,3 milhões. A seguir, vêm os membros do Judiciário e do Ministério Público, como ministros e juízes, com uma média de R$ 2,9 milhões. Diplomatas e profissionais afins também se mostraram bem posicionados, com uma média de patrimônio de R$ 2,5 milhões.
Outras profissões que também figuraram nas primeiras colocações incluem atletas e desportistas, assim como dirigentes, presidentes e diretores de empresas industriais, ambos com média de R$ 1,7 milhões. A lista continua com produtores na exploração agropecuária, servidores de carreira do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de médicos, todos com médias de patrimônio variando entre R$ 1,4 milhões e R$ 1,6 milhões.
Entre as categorias profissionais que aparecem em posições mais baixas, temos advogados, que divulgam uma média de R$ 1,1 milhão. Vale ressaltar que o levantamento não contempla aqueles que estão isentos de declarar Imposto de Renda, como os trabalhadores com renda inferior ao limite estipulado.
Essa nova abordagem da Receita Federal visa fomentar um entendimento mais claro sobre a distribuição de riqueza e suas nuances entre diversas profissões no Brasil, permitindo uma reflexão sobre a realidade econômica do país.
