As principais solicitações incluem a retomada do pagamento dos auxílios Saúde e Educação, que devem ser estendidos também aos aposentados. Além disso, os docentes pedem a tramitação do novo plano de carreira dos técnicos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), assim como a efetivação do pagamento do triênio, uma parcela adicional a que muitos já têm direito.
Os representantes dos professores ressaltaram que diversas demandas podem ser atendidas sem necessidade de aprovação legislativa, uma vez que podem ser autorizadas diretamente pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. No entanto, o secretário Ventura comentou que analisará as pautas, mas destacou que o estado enfrenta severas restrições orçamentárias. Quanto ao plano de carreira e ao pagamento do triênio, ele alertou que o prazo para a aprovação de novos projetos de lei se encerra em 30 de junho, devido à proximidade das eleições de outubro.
Os professores ainda solicitaram que o pagamento do triênio fosse efetuado imediatamente para aqueles que já têm direito, independentemente da aprovação de um novo projeto de lei na Alerj. O secretário se comprometeu a verificar a viabilidade financeira dessa proposta.
Os estudantes também levaram suas reivindicações ao secretário, pedindo a recomposição orçamentária das instituições de ensino para garantir o pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026. Conforme estudos apresentados, a quantia necessária para isso gira em torno de R$ 40 milhões. Outro pedido destacado foi o aumento do auxílio-transporte e a implementação do passe livre intermodal e interestadual.
A greve, que teve início em 25 de março para os professores e em 9 de abril para os técnicos administrativos, evidencia a necessidade urgente de um diálogo aberto e soluções eficazes para as pendências financeiras e administrativas enfrentadas pela UERJ. A resposta do governo será crucial para o futuro da instituição e a continuidade dos serviços prestados aos alunos.
