Professores do DF param atividades em protesto contra redução de salários e precarização do trabalho; ato será na Praça do Buriti nesta quinta-feira.

Professores da rede pública do Distrito Federal (DF) programaram uma paralisação das atividades escolares para a próxima quinta-feira (23/4) em resposta à drástica redução salarial enfrentada pelos docentes temporários. A iniciativa é encabeçada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), que denuncia a implementação do sistema EducaDF como a principal responsável pela deterioração das condições de trabalho e pelo impacto negativo nos contracheques dos educadores.

De acordo com informações do sindicato, a nova metodologia não apenas provocou cortes nos salários, mas também intensificou a precarização das relações laborais no ensino público. O Sinpro-DF destaca que cerca de 60% dos docentes atuando nas escolas do DF são contratados temporariamente, evidenciando a abrangência desta problemática.

A paralisação será acompanhada por um ato na Praça do Buriti, marcado para às 9h. Várias instituições de ensino já confirmaram sua participação no movimento, antecipando a suspensão das aulas. Pais e responsáveis são orientados a verificar a situação específica de cada escola.

As reivindicações dos professores são claras e incluem o pagamento integral da jornada de trabalho, o respeito ao piso salarial para contratos temporários, manutenção da coordenação pedagógica em sua totalidade, o fim do horário-aula e a implementação de um sistema de gestão de diário on-line que se adeque à realidade das escolas no DF.

O Sinpro-DF critica duramente a adoção do sistema EducaDF, adquirido por R$ 40 milhões de uma empresa paulista, por considerar que não houve adaptações necessárias às especificidades das escolas da região. Isso resultou em um cálculo inadequado das horas trabalhadas, levando a perdas salariais significativas para os professores temporários.

A ausência de diálogo com a Secretaria de Educação do DF também é um ponto central nas reclamações. A diretora do Sinpro, Márcia Gilda, afirmou que a falta de comunicação com os educadores que utilizam o sistema em suas atividades diárias tem sido um obstáculo. Complementando essa perspectiva, Ana Claúdia Bonina, também diretora da entidade, alertou sobre a redução da remuneração da coordenação pedagógica e a falta de equidade entre os contratos temporários, que resulta em salários desiguais entre profissionais que exercem as mesmas funções.

Com a aproximação da paralisação, a expectativa é que a mobilização chame a atenção para as condições de trabalho dos professores temporários e a necessidade de um diálogo construtivo com o governo local. A Secretaria de Educação foi contactada em busca de um posicionamento, mas até o fechamento desta matéria não havia se manifestado oficialmente. A pressão dos educadores revela um cenário de insatisfação com o sistema educacional da capital e uma demanda urgente por mudanças significativas.

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