O cerne da insatisfação dos docentes gira em torno da Unidade de Referência de Preços (URP), um benefício que foi integrado aos salários após reajustes anteriores. Os professores alegam que a maneira como o governo federal tem administrado a URP tem sido prejudicial, uma vez que a nova norma implica que parte das recentes correções salariais acaba sendo utilizada para gradualmente diminuir o valor da URP. Eles afirmam que isso resulta na absorção de até 60% dos aumentos, tornando os reajustes, como os de 3,5% que se seguiram à greve de 2024, menos efetivos.
Além de solicitar a manutenção da URP, os professores também estão pedindo a suspensão de descontos que têm sido aplicados a aposentados, além de defendem que essa unidade não seja utilizada em progressões e promoções na carreira, criticando o fato de que as mudanças estejam sendo implementadas antes que um processo judiciário sobre o tema tenha sido concluído.
Esta reunião foi um desdobramento de uma série de mobilizações que têm ocorrido na instituição, com algumas paralisações e eventos já realizados nas últimas semanas em protesto contra as alterações nas formas de pagamento desse benefício. Os docentes decidiram, durante a assembleia, não aceitar propostas que envolvam a absorção da URP no momento e mantiveram o estado de assembleia permanente. Foi criada uma comissão em conjunto com a ADUnB e o conselho de representantes para planejar futuras mobilizações.
Além disso, os professores aprovaram o envio de uma carta endereçada ao MGI e solicitaram uma reunião urgente com a reitoria da UnB. A definição do horário do ato em frente ao ministério será discutida entre os membros da categoria. O secretário-geral da ADUnB, Pedro Gontijo, evidenciou a importância da mobilização, afirmando que a conquista de seus direitos é viável se todos se unirem, destacando que esta luta não diz respeito apenas aos professores, mas tem reflexos significativos para a Universidade e para a sociedade de Brasília como um todo.







