De acordo com a Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), a greve foi aprovada com 332 votos favoráveis, enquanto 16 votos foram contrários e 12 professores se abstiveram de votar. A proposta de reajuste zero em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026 foi rejeitada pelos docentes, que consideraram as condições insatisfatórias.
Durante uma assembleia realizada no Campus Arapiraca, os professores já haviam demonstrado descontentamento com a proposta do governo. O presidente da Adufal, Jailton Lira, ressaltou a importância de os profissionais terem acesso aos dados orçamentários para embasar suas reivindicações. A vice-presidente, Irailde Correia, enfatizou a necessidade de mobilização para pressionar o governo por uma proposta mais justa.
“Defendemos a greve para fortalecer o movimento dos educadores do país e pressionar o governo federal a rever essa proposta. Não podemos aceitar um reajuste zero em 2024 diante das perdas causadas pela inflação. No entanto, é importante avaliar que uma reestruturação de carreira neste momento pode ser prejudicial, considerando as dificuldades do governo em conceder o reajuste”, afirmou Irailde.
Além dos professores, os técnicos da universidade também estão em greve desde o dia 20 de março, reivindicando melhores condições salariais. A mobilização da categoria visa demonstrar união e buscar uma solução satisfatória por parte do governo.
