Professora indígena conclui mestrado em educação e se torna primeira mestre do povo Wassu Cocal

A professora indígena Simone Maria dos Santos Vanderley, egressa do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (Clind) da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), anunciou recentemente aos colegas a conclusão do mestrado em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), demonstrando sua confiança ao afirmar que “somos capazes de vencer”.

Simone Maria, de 39 anos, pertence ao povo Wassu Cocal e ingressou na primeira turma do Clind em 2010. Após completar o curso em 2015, com habilitação em matemática e ciências biológicas, ela considera a conquista da graduação como a realização de um sonho pessoal e profissional. Além disso, Simone destaca que essa conquista também beneficia toda a comunidade, uma vez que os conhecimentos adquiridos são aplicados na busca pela efetivação das políticas públicas e educacionais.

Como a primeira mestre do povo Wassu Cocal, a dissertação de Simone na pós-graduação stricto sensu abordou o tema “Gestão Escolar Indígena no Território Wassu Cocal”, dentro da linha de pesquisa história e política da educação. Durante todo o percurso do mestrado, Simone foi a única indígena em sua turma e admite que se sentia uma exceção. Apesar disso, ela se orgulha de sua conquista e também compreende a importância de inspirar outros membros de seu povo a avançarem na carreira acadêmica. Esse desejo surge como um desafio, mas Simone está determinada a incentivar e ajudar outras pessoas a conquistarem voos ainda maiores.

A história de superação e determinação de Simone Maria é um exemplo inspirador para a comunidade indígena e para todos aqueles que buscam alcançar seus objetivos através da educação. Seu comprometimento em utilizar os conhecimentos adquiridos para promover melhorias na educação e nas políticas públicas é digno de aplausos, pois evidencia a importância do investimento na formação acadêmica de professores indígenas.

Em um país com tanta diversidade cultural como o Brasil, é fundamental que existam programas e cursos que valorizem e promovam a formação de professores indígenas, reconhecendo a importância dessa representatividade para a construção de uma educação inclusiva e de qualidade para todos. A trajetória de Simone Maria mostra que é possível vencer obstáculos e realizar sonhos, mesmo diante de desafios como a falta de representatividade e o preconceito. A mensagem de que “somos capazes de vencer” ressoa não apenas para Simone, mas também para todos aqueles que acreditam no poder transformador da educação.

Sair da versão mobile