Furto de Material Biológico na Unicamp: Professor e Marido Presos
O furto de material biológico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) chocou a comunidade acadêmica e gerou grande repercussão no país. O incidente, descoberto em março de 2023, levou à prisão em flagrante da professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), na última segunda-feira (23). As investigações indicam que ela é uma das principais suspeitas de ter subtraído vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, que opera com o nível máximo de biossegurança, o NB-3.
A professora foi libertada no dia seguinte à sua detenção, embora as investigações continuem em andamento. Segundo informações da Polícia Federal, seu marido, Michael Edward Miller, também está envolvido no caso. Ele é doutorando na Unicamp e, conforme as apurações, pode ter colaborado com Soledad nas práticas ilícitas. A universidade já tomou medidas para investigar internamente o ocorrido e solicitou o auxílio da Polícia Federal, que agora realiza uma apuração detalhada do caso.
As autoridades ainda estão em busca da motivação por trás do furto, que não foi revelada até o momento. Quando o crime foi identificado, a Unicamp comunicou a Polícia Federal no dia 16 de março, após notar a ausência de materiais biológicos semanas antes.
Embora não tenha não sido informado exatamente quais vírus foram furtados, a universidade assegurou que nenhum dos organismos levados foi geneticamente modificado, como inicialmente se cogitou. O material não foi transportado para fora do campus, tendo sido encontrado em dois laboratórios distintos dentro da Unicamp, um deles a própria FEA.
Michael Edward Miller não é apenas um veterinário; ele é também empresário e participa da Incubadora de Empresas da Unicamp, o que levanta questões sobre o acesso a materiais e instalações da universidade. Os dois suspeitos estão enfrentando acusações de furto qualificado e fraude processual, com o caso sendo tratado de forma rigorosa pelas autoridades competentes.
A Unicamp, reconhecida por sua excelência acadêmica e excelência em pesquisa, confirmou que o caso envolve apenas indivíduos específicos, caracterizando-se como uma situação isolada. A instituição continua a colaborar com as investigações e reafirma seu compromisso com a integridade científica.






