Professor é preso por importunação sexual em escola de Guarulhos; vítima passa por atendimento médico e família teme por alunos

Na manhã de segunda-feira, uma grave ocorrência de importunação sexual foi registrada em uma escola estadual em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Um professor de 26 anos foi preso em flagrante após assediar uma colega de trabalho na Escola Estadual Ary Gomes, onde ambos atuavam.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a situação gerou uma rápida mobilização das autoridades, que foram acionadas para atender a denúncia. No local, o professor admitiu a prática criminosa e foi preso pelos policiais militares. O caso, que levanta preocupações sobre a segurança de profissionais e alunos dentro das instituições de ensino, foi encaminhado à Delegacia da Mulher de Guarulhos para investigação.

A filha da vítima, identificada como Vania Galindo, expressou sua indignação e tristeza nas redes sociais, ressaltando o impacto emocional que a situação trouxe à sua mãe. “Infelizmente, o que deveria ser um ambiente de respeito se tornou palco de um trauma. Minha mãe foi vítima de importunação sexual por parte de um professor temporário da unidade”, declarou Vania. Ela relatou que sua mãe necessitou de atendimento médico devido a uma crise severa de gastrite nervosa, fruto do estresse provocada pela situação.

Vania também compartilhou que, ao ser detido, o professor desdenhou do problema, questionando se sua prisão duraria apenas dois dias. Esse tipo de atitude levanta um alerta não apenas para a segurança das funcionárias, mas também para a proteção dos alunos, que podem estar expostos a um ambiente potencialmente perigoso. “Eu temo pelos tantos alunos que ficaram expostos a um homem desse”, lamentou.

A escola emitiu um comunicado informando que os fatos já foram apurados e que medidas foram tomadas, embora não tenha detalhado quais providências foram efetivamente adotadas. Em resposta às questões levantadas sobre o incidente, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) declarou que repudia veementemente qualquer forma de assédio sexual e confirmou que o professor, que possuía um contrato temporário, terá seu vínculo encerrado.

A unidade escolar, por sua vez, garantiu que está oferecendo apoio à funcionária, bem como colaborando com as investigações. A situação enfatiza a necessidade urgente de proteção e respeito dentro do ambiente escolar, assegurando que episódios como este não sejam mais tolerados.

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