Professor da UFRJ, desaparecido há dois dias, é encontrado vivo na Mangueira após angústia da família e buscas intensas pela comunidade.

Na última sexta-feira, um desfecho positivo trouxe alívio para a comunidade acadêmica e a família de João Paulo Machado Torres, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após um dia de angústia e incertezas, o docente, que contava 60 anos e estava desaparecido desde a tarde de quinta-feira, foi encontrado vivo na comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio, por volta das 17h30. A busca contou com a participação ativa de seu filho, Marcos, sua esposa e um aluno, que desbravaram a região na esperança de encontrá-lo.

O desaparecimento ocorreu quando João deixou o campus do Fundão, com destino à sua residência no bairro Encantado. Familiarizados com sua rotina, os familiares relataram que o professor costumava usar o transporte público, fazendo a conexão entre ônibus e metrô. O último contato telefônico aconteceu por volta das 12h30, quando João questionou o filho sobre onde ele assistiria ao jogo do Fluminense. Após essa comunicação, foram várias as tentativas frustradas de localizá-lo. Marcos informou que diversas pessoas o viram na estação de metrô Cidade Nova cerca de uma hora após a última mensagem, mas a partir deste momento, não houve mais notícias.

O último sinal do celular de João foi registrado na Central do Brasil às 14h, sem esclarecimento se o aparelho ainda estava com ele ou se havia sido extraviado. A Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA) foi informada e produziu um cartaz de desaparecimento, enquanto a família expressava sua angústia diante da situação.

Com uma trajetória acadêmica sólida, João Paulo é professor de biofísica na UFRJ desde os anos 1980. Ele é graduado em Ciências Biológicas e Ecologia pela mesma instituição, além de ter Mestrado e Doutorado em Biofísica. Sua pesquisa se concentra em Biofísica Ambiental, abordando temas como poluição e substâncias químicas tóxicas. Antes de ser encontrado, seu filho compartilhou preocupações sobre a saúde mental do professor, que, segundo ele, enfrentava quadros de depressão e problemas emocionais.

O retorno seguro de João trouxe um alívio precoce, e a comunidade universitária respira aliviada, agradecida por sua volta. O episódio serve como um lembrete da importância de estar atento ao bem-estar dos docentes e estudantes nas instituições de ensino.

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