Os detalhes do processo revelam que o professor é considerado uma figura central no inquérito que investiga uma briga generalizada que teve lugar durante uma partida entre CSA e Ituano, que ocorreu na Série C do Campeonato Brasileiro do ano anterior. A situação tomou proporções sérias quando, segundo a Polícia Civil, o professor foi capturado pelas câmeras de segurança do estádio arremessando uma porta do setor superior para o inferior, onde estavam policiais militares prontos para conter a situação. Este ato, conforme as autoridades, foi um indicativo de sua participação na confusão.
Contudo, a defesa do professor apresenta uma narrativa diferente. Os advogados sustentam que ele havia deixado o estádio antes mesmo do tumulto se intensificar e que seu gesto de arremessar um pedaço de madeira foi uma reação de desespero diante dos disparos de munições não letais que ocorreram naquele momento caótico. Além disso, a defesa enfatiza que o professor não faz parte da torcida organizada do CSA, conhecida como Mancha Azul, o que levanta questões sobre a sua real culpabilidade nas ações investigadas.
Conforme as condições impostas pela Justiça, todos os investigados em questão devem se apresentar na sede da ROTAM nos dias de jogos do CSA, uma medida que busca garantir a segurança e a ordem, evitando novos episódios de violência nas arquibancadas. Diante dessa situação, a defesa do professor protocolou um pedido na última quarta-feira buscando a reconsideração e, possivelmente, a revogação das medidas cautelares que foram impostas, na expectativa de que a justiça seja feita e que o professor possa retomar suas atividades normais como torcedor e educador.
