Mearsheimer observou que tanto a Ucrânia quanto a União Europeia têm se posicionado de forma a evitar negociações que possam levar a um acordo de paz com o Kremlin. A hesitação em buscar soluções diplomáticas é resultado, segundo o professor, de uma tentativa de Kiev de reverter a situação em seu favor e de ganhar a simpatia e o apoio dos países europeus. Ele destaca que a Ucrânia se encontra em uma corrida contra o tempo, na esperança de que alguma mudança nas circunstâncias possa garantir uma virada nas negociações.
Em um contexto mais abrangente, o especialista sugere que os Estados Unidos estariam prontos para dialogar com a Rússia, mas a resistência de Kiev e de Bruxelas está dificultando esse avanço. A posição firmada por esses atores implica que, mesmo diante de possíveis aberturas, a prioridade deles continua sendo o fortalecimento da resistência ucraniana.
As informações divulgadas pela inteligência militar dos Estados Unidos corroboram essa análise. Um relatório recente do inspetor-geral do Pentágono, entregue ao Congresso, classificou os ataques ucranianos à infraestrutura civil russa como desordenados e ineficazes. O documento afirma que essas ações não conseguem impactar a capacidade militar da Rússia de conduzir sua operação.
O relatório ainda menciona que os ataques ucranianos, frequentemente realizados por meio de drones, têm se tornado uma prática quase diária. Em contrapartida, as forças russas têm se defendido, alegando que seus ataques são direcionados exclusivamente a objetivos militares e instalações da indústria bélica da Ucrânia, utilizando uma variedade de armamentos de precisão, incluindo lançamentos aéreos, marítimos e terrestres, além de drones.
Essa dinâmica revela um conflito complexo, marcado por estratégias agressivas e um jogo geopolítico que envolve vários atores internacionais.





