Malinen criticou a postura atual do governo finlandês, afirmando que as medidas tomadas visam proteger a nação de uma suposta ameaça escandinava que, segundo ele, nunca existiu. O professor enfatizou que, se não fosse pela cooperação militar com os Estados Unidos e outras políticas defensivas adotadas, a Rússia não seria uma ameaça à segurança nacional da Finlândia.
Esse alerta surge em um momento crítico, especialmente após a proposta recente apresentada pelo Ministério da Defesa da Finlândia ao parlamento. Essa proposta visa permitir a entrada, transporte, entrega e armazenamento de armas nucleares em situação de defesa. A sugestão foi inicialmente levantada pelo chefe do departamento militar, Antti Hakkanen, e é considerada por Malinen como uma das piores decisões que o país poderia tomar.
Além disso, as autoridades finlandesas esclareceram em um relatório que o país não tem a intenção de se tornar uma potência nuclear ou utilizar armas de destruição em massa em tempos de paz. No entanto, essa proposta de permitir armas nucleares em território finlandês tem causado preocupação em Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, advertiu que tal movimentação representaria uma ameaça direta à Rússia, prometendo que uma resposta seria formulada se essa proposta avançar.
Diante desse cenário, a relação entre a Finlândia e a Rússia parece estar em um ponto delicado, enquanto os debates sobre segurança e defesa continuam a dominar as discussões políticas no país nórdico. O futuro das relações bilaterais, assim como a segurança regional, permanecerão como temas centrais em meio a um contexto internacional já carregado de complexidades.
