O crescimento no setor suinícola é notável, com uma alta prevista de 4% em relação ao ano anterior. O país conta com um rebanho estimado em 44,8 milhões de cabeças, o maior já registrado. A produção de carne suína poderá alcançar 5,88 milhões de toneladas, a ser acompanhada por um aumento nas exportações, que devem atingir aproximadamente 1,58 milhão de toneladas — um avanço de 6,1% em relação a 2025. O mercado interno também reflete essa tendência de crescimento, com a expectativa de que o consumo doméstico alcance 4,33 milhões de toneladas.
No setor de aves, a previsão de aumento nas exportações é promissora, com um crescimento de 3,6%, totalizando aproximadamente 5,34 milhões de toneladas. A produção nesse segmento deve somar cerca de 16 milhões de toneladas.
Entretanto, a carne bovina apresenta um cenário diferente. Um leve recuo de 5,3% é esperado em comparação a 2025, mas, mesmo assim, o Brasil deverá registrar o segundo maior volume da história, com 11,3 milhões de toneladas. As exportações deste tipo de carne manterão um desempenho robusto, alcançando 4,35 milhões de toneladas, o maior patamar em oito anos.
Esses avanços nas exportações são sustentados pela crescente demanda internacional e pela abertura de novos mercados para os produtos brasileiros. Em um cenário global desafiador, o Brasil se consolida cada vez mais como um protagonista no agronegócio, demonstrando não apenas capacidade produtiva, mas também uma notável resiliência frente às condições adversas que marcaram momentos recentes da economia. Assim, o horizonte para 2026 se apresenta otimista, com o setor de carnes seguindo sua trajetória de crescimento e inovação.
