Os coronéis Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, Marcelo Casimiro Vasconcelos, o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins são os envolvidos nesse desdobramento judicial. A Ação Penal 2.417 tramita na Primeira Turma do STF e a denúncia apresentada em 2024 pela PGR aponta que a PMDF contava com informantes ou policiais infiltrados nos movimentos de insurgência popular, inclusive nos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército, fornecendo informações e imagens aos oficiais.
A PGR argumenta que, apesar de possuírem meios para evitar os ataques e depredações na Praça dos Três Poderes, a cúpula da PMDF se omitiu. Todos os membros envolvidos ficaram detidos por meses, porém atualmente estão em liberdade sob medidas cautelares, sendo o ministro Alexandre de Moraes o relator do processo. Ainda sem data marcada para julgamento, a ação encontra-se em estágio final no STF.
Na semana passada, a PGR apresentou suas alegações finais, mantendo a posição inicial de que a cúpula da PMDF foi omissa no dia 8 de janeiro. Este desdobramento judicial tem peso significativo no cenário político e jurídico do país, refletindo a importância de responsabilizar as autoridades por suas ações ou omissões em momentos críticos para a democracia. A sociedade aguarda com expectativa o desfecho desse processo e as consequências que ele poderá ter no ambiente institucional brasileiro.
