Procurador especial afirma ter evidências para condenar Trump, mas é obrigado a abandonar caso após reeleição presidencial nos EUA.

O procurador especial Jack Smith causou polêmica ao afirmar que possuía evidências suficientes para condenar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seus esforços para anular a derrota eleitoral de 2020. Smith, no entanto, foi obrigado a abandonar o caso após a reeleição de Trump como presidente em novembro. Em um relatório de 174 páginas divulgado nesta terça-feira, Smith defendeu sua decisão de apresentar as acusações, destacando que o caso era consistente o bastante para garantir uma condenação em julgamento, se não fosse pela eleição e retorno de Trump ao cargo.

O procurador rejeitou um caso de interferência eleitoral federal e outro alegando que Trump reteve documentos confidenciais ilegalmente, baseando-se em uma política de longa data do Departamento de Justiça que proíbe processar um presidente em exercício. O relatório, que marca o fim de um capítulo sem precedentes na história dos EUA, foi enviado ao Congresso dos Estados Unidos pouco antes da 1 hora da madrugada, logo após a expiração de uma ordem judicial que proibia sua divulgação.

Por sua vez, Trump se defendeu nas redes sociais, alegando sua inocência e acusando Smith de destruir evidências ilegalmente. O ex-presidente afirmou, sem provas, que o procurador especial estava desesperado e perturbado ao divulgar suas supostas descobertas falsas. Trump ainda provocou Smith, chamando-o de “promotor idiota” que falhou em levar o caso a julgamento antes da eleição, na qual o republicano garantiu uma vitória esmagadora.

A divulgação do relatório detalhado sobre a decisão de indiciar um ex-presidente americano em nível federal gerou controvérsia e debates acalorados na opinião pública. Trump e seus apoiadores negam veementemente as acusações e buscam desacreditar Smith e seu trabalho como procurador especial.

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