As queixas dos cidadãos abrangem uma variedade de questões, incluindo valores considerados exorbitantes para muitas famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, os moradores relatam dificuldades em acessar a tarifa social, bem como problemas com cobranças retroativas e supostas duplicidades em faturas. Uma das maiores preocupações é a ameaça de suspensão do fornecimento de água mesmo após o pagamento das contas, o que gerou revolta entre os afetados.
Outro ponto crítico levantado pela população é a qualidade da água. Muitos relataram problemas como coloração inadequada, odores estranhos e possíveis riscos à saúde, além de danos a utensílios domésticos. Tais questões levantam um alerta sobre a necessidade de monitoramento e intervenções em relação aos serviços prestados pelas empresas responsáveis.
O Procon, em sua comunicação, reiterou que tanto a BRK Ambiental quanto a Casal têm responsabilidades compartilhadas na prestação do serviços. Enquanto a BRK fica encarregada da distribuição e da gestão comercial, a Casal é responsável pela captação, tratamento e garantia da potabilidade da água disponibilizada.
Com a notificação, as empresas têm um prazo determinado para apresentar respostas sobre as irregularidades relatadas. O Procon também destacou a importância de os consumidores registrarem reclamações sobre problemas semelhantes, seja por telefone ou por WhatsApp. A expectativa é que essas cobrança sobre as empresas pressione por melhorias no serviço e um padrão mínimo de qualidade que atenda às necessidades básicas da população.
