Fontes provenientes da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e de São Paulo, além das polícias civis dos dois estados, afirmam que Felipe Linares não é investigado por ligação ou liderança nas facções mencionadas. Apesar de ter um histórico de investigações que incluem tráfico de drogas, estelionato, ameaças e lesões corporais, ele foi condenado por extorsão, o que o levou a ser inserido na lista de Difusão Vermelha da Interpol a pedido da Justiça brasileira.
O ICE informou que Felipe foi detido enquanto supostamente tentava fugir para o México. Durante uma parada de trânsito em Mooresville, ele teria tentado escapar, mas acabou se envolvendo em um acidente. No veículo, uma mulher foi encontrada, descrita pelos policiais norte-americanos como vítima de cárcere privado.
No cenário mais amplo, as autoridades dos Estados Unidos tomaram medidas drásticas contra o PCC e o CV, classificando-os como organizações terroristas estrangeiras no final de maio. Essa medida foi justificada pela suposta influência que essas facções exercem sobre a segurança pública do país. O secretário de Estado, Marco Rubio, foi quem anunciou a decisão de rotulá-las como grupos terroristas, reforçando o comprometimento do governo americano em combater o crime organizado transnacional.
Entretanto, é importante ressaltar que a prisão de Felipe Linares não está diretamente relacionada a essa classificação. As motivações por trás de sua detenção parecem estar mais alinhadas com sua condição de fugitivo e com os crimes pelo qual já foi investigado e condenado. Este desdobramento ilustra a complexidade e a interligação das questões de segurança pública entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no que diz respeito a organizações criminosas que atravessam fronteiras.
