Os Houthis, que foram fundados no início dos anos 90, têm se destacado por suas ações militares e políticas durante a guerra civil no Iêmen. Com a escalada do conflito na Faixa de Gaza, a facção iemenita intensificou seus ataques a alvos vinculados a Israel e seus aliados, argumentando que esses atos são uma forma de apoio ao povo palestino. Em uma declaração oficial, o grupo denunciou o ataque israelense como uma “ofensiva criminosa” direcionada à sua liderança política. Além de Al-Rahawi, outros ministros presentes no momento do bombardeio também perderam a vida, o que aumenta ainda mais a tensão entre os Houthis e Israel.
O Exército israelense, por meio de um comunicado, justificou o ataque, afirmando que as operações tinham como alvo instalações militares dos Houthis em Sanaa, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial e depósitos de combustível. Segundo as Forças de Defesa de Israel, essas estruturas eram essenciais para apoiar as operações militares do grupo, que utiliza a infraestrutura civil para fins bélicos. Recentemente, os Houthis teriam disparado mísseis e drones contra Israel, levando o governo a responder com essa ofensiva aérea.
A morte do primeiro-ministro dos Houthis ocorre em um contexto de crescente violência na região, onde a rivalidade entre as facções e a luta pelo poder no Iêmen se entrelaçam com o conflito israelense-palestino, resultando em um ambiente altamente volátil e imprevisível. O futuro político do grupo, assim como as repercussões internacionais desse ataque, permanecem incertos, enquanto a comunidade global observa ansiosamente o desdobramento dessa crise.