Primeiro-ministro dos Houthis é morto em ataque aéreo israelense no Iémen, confirmam fontes oficiais; ofensiva ocorre em meio a tensões regionais intensificadas.

Em um desdobramento significativo no cenário de conflitos no Oriente Médio, o líder do grupo iemenita Houthis, Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi, foi morto em um ataque aéreo realizado por Israel no Iêmen. O incidente, ocorrido na última quinta-feira, dia 28, marca um ponto crucial para o grupo que, desde 2014, controla partes da capital iemenita, Sanaa, além de outras regiões do país.

Os Houthis, que foram fundados no início dos anos 90, têm se destacado por suas ações militares e políticas durante a guerra civil no Iêmen. Com a escalada do conflito na Faixa de Gaza, a facção iemenita intensificou seus ataques a alvos vinculados a Israel e seus aliados, argumentando que esses atos são uma forma de apoio ao povo palestino. Em uma declaração oficial, o grupo denunciou o ataque israelense como uma “ofensiva criminosa” direcionada à sua liderança política. Além de Al-Rahawi, outros ministros presentes no momento do bombardeio também perderam a vida, o que aumenta ainda mais a tensão entre os Houthis e Israel.

O Exército israelense, por meio de um comunicado, justificou o ataque, afirmando que as operações tinham como alvo instalações militares dos Houthis em Sanaa, incluindo áreas próximas ao palácio presidencial e depósitos de combustível. Segundo as Forças de Defesa de Israel, essas estruturas eram essenciais para apoiar as operações militares do grupo, que utiliza a infraestrutura civil para fins bélicos. Recentemente, os Houthis teriam disparado mísseis e drones contra Israel, levando o governo a responder com essa ofensiva aérea.

A morte do primeiro-ministro dos Houthis ocorre em um contexto de crescente violência na região, onde a rivalidade entre as facções e a luta pelo poder no Iêmen se entrelaçam com o conflito israelense-palestino, resultando em um ambiente altamente volátil e imprevisível. O futuro político do grupo, assim como as repercussões internacionais desse ataque, permanecem incertos, enquanto a comunidade global observa ansiosamente o desdobramento dessa crise.

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