A homenagem foi direcionada a Yaroslav Hunka, um ex-soldado nazista de 98 anos, que foi chamado de “herói ucraniano, um herói canadense” por Anthony Rota, presidente da casa. Trudeau e Zelensky estavam presentes no momento dos aplausos.
No entanto, a participação de Trudeau na homenagem gerou críticas e revolta, principalmente por parte de entidades judaicas. O Centro Para Assuntos Judeus e de Israel (CIJA) manifestou-se dizendo estar “profundamente perturbado” com a homenagem ao ex-militar. O presidente da B’nai B’rith Canadá, Michael Mostyn, classificou o caso como “revoltante”.
Diante das críticas, Trudeau se pronunciou, afirmando que era “extremamente perturbador” que essa homenagem tenha ocorrido. Ele também ressaltou sua preocupação com os deputados judeus e com a comunidade judaica em todo o país, que comemoravam o Yom Kippur na mesma data.
Rota, presidente da Câmara, também pediu desculpas pelo ocorrido, reconhecendo que cometeu um erro ao fazer a homenagem ao ex-soldado nazista. Ele afirmou que não tinha conhecimento da presença de Hunka na galeria e assumiu total responsabilidade por sua ação. Rota ainda estendeu suas desculpas às comunidades judaicas no Canadá e em todo o mundo.
A polêmica em torno da homenagem remete ao passado conturbado do Canadá durante a Segunda Guerra Mundial. Hunka serviu na 14ª Divisão de Granadeiros da Waffen SS Galizien, uma unidade voluntária composta por ucranianos que atuava sob o comando nazista. Após o conflito, o governo canadense permitiu a entrada de 600 membros dessa força no país, o que gerou controvérsias e questionamentos.
Diante do ocorrido, espera-se não apenas um pedido de desculpas, mas também uma explicação detalhada de como essa homenagem pôde ocorrer no centro da democracia canadense. A atitude de Trudeau e Rota gerou indignação e revolta, mostrando a importância de se tomar cuidado ao honrar indivíduos que possuem um passado ligado a crimes de guerra e ao nazismo.
É crucial que o Parlamento do Canadá reflita sobre esse incidente e trabalhe para evitar situações semelhantes no futuro, garantindo que a democracia e os valores de tolerância e respeito estejam sempre em primeiro plano. A homenagem a um ex-soldado nazista não condiz com os princípios de justiça e igualdade que o país sempre defendeu.





