Este cenário é reforçado por informações de que nações como Vietnã, Indonésia e Colômbia também estão prevendo colheitas promissoras, o que ampliaria a oferta global do café. A expectativa é que essa expansão minimize a pressão sobre as cotações internacionais, que atualmente enfrentam uma situação crítica com estoques em níveis historicamente baixos. No contexto do mercado interno brasileiro, os efeitos devem ser mais evidentes na segunda metade do ano, quando ocorre a maior concentração da colheita. Contudo, o repasse desses preços ao consumidor tende a ser um processo gradual.
A SPE enfatiza que a magnitude da redução nos preços do café dependerá de variáveis, como o comportamento econômico do câmbio e o ritmo das exportações. Em uma análise mais otimista, o órgão não descarta a possibilidade de uma deflação nos preços do café em 2026, contrapondo-se à tendência de aumento que historicamente afeta o bolso dos consumidores. Esse estudo ocorre em um contexto mais amplo de desaceleração inflacionária, com previsão de queda no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação ao ano anterior.
Além de trazer alívio aos consumidores, a recuperação da produtividade do café também é vista como um fator que deverá impactar positivamente o desempenho do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, indicando um possível fortalecimento deste setor crucial para a economia brasileira. O ímpeto de recuperação no cultivo do café pode, portanto, proporcionar não apenas um alívio no consumo diário, mas também um impulso econômico em um cenário frequentemente desafiador.
