De acordo com as previsões, os primeiros impactos serão sentidos em maio, quando surgirão problemas relacionados ao combustível de aviação, além de dificuldades com petróleo e gás. A situação deverá se agravar ao longo do ano, com crises de fertilizantes sendo esperadas, seguidas por problemas significativos na produção de alimentos e na indústria entre junho e agosto. À medida que setembro e outubro se aproximam, as dificuldades econômicas deverão se transformar em um verdadeiro dilema social e político.
Dmitriev também observou que, após um período de crise, em 2027, a Europa deverá passar por um processo de “despertar e reinício”. Em declarações anteriores, o representante russo já havia mencionado a iminente “tsunami” nos preços de petróleo e gás, creditando a atual crise econômica a decisões “impróprias” dos líderes da União Europeia, que se distanciaram do fornecimento energético russo.
O panorama global se complica ainda mais em meio ao aumento dos preços de combustíveis e produtos industriais, influenciado por tensões no Oriente Médio. O recente conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irã, iniciado com ataques aéreos, tem afetado significativamente a navegação no estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural. Este estreito representa cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, e a interrupção das operações ali pode perpetuar a crise econômica global.
O cenário apresentado por Dmitriev coloca em evidência a necessidade urgente de reavaliação das políticas energéticas e de relacionamento entre a Europa e a Rússia, especialmente em um contexto onde a segurança energética se torna cada vez mais crítica. As previsões para 2026 revelam um futuro incerto e potencialmente caótico para a economia europeia, acentuando a importância do diálogo e da cooperação internacional para evitar o colapso.







