Internamente, a avaliação é clara: o Partido dos Trabalhadores deve manter apoio incondicional às investigações relacionadas à alegada fraude bancária envolvendo o Banco Master, que pertence a Daniel Vorcaro. O consenso é de que estas apurações devam transitar sem qualquer tipo de influência ou intervenção política. A permanência de Wagner na liderança do governo será debatida em uma reunião agendada entre ele e Lula, marcada para esta quarta-feira.
As discussões em torno da troca de liderança criaram um clima de expectativa entre os integrantes do partido, que aguardam a posição do presidente sobre o caso e como uma possível saída de Wagner seriam geridas. Um membro da pré-campanha indicou que, embora o cenário atual seja delicado, a operação da PF não teve um impacto tão profundo na mobilização da opinião pública, ficando atrás de temas como a Copa do Mundo e a performance da seleção brasileira.
Apesar de algumas minimizações em relação à suas discussões, o grupo considera que é natural abarcar uma análise abrangente do cenário político nas reuniões, que são realizadas tradicionalmente às segundas-feiras. A linha a ser adotada, conforme o presidente do partido e coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, já foi pré-definida. Na semana anterior à operação da PF, ele manifestou apoio incondicional a Wagner, destacando a confiança do partido nas apurações envolvendo o Banco Master e reiterando a necessidade de esclarecer a verdade dos fatos.
Adicionalmente, há um debate em curso sobre o momento mais oportuno para uma possível saída de Wagner do cargo. O tema é especialmente sensível, pois coincide com as comemorações da Independência da Bahia, em 2 de Julho. Um dos interlocutores sugere que, se a decisão for realmente tomada, deveria ser antes dessa data, evitando assim qualquer contaminação política dos eventos. Enquanto isso, uma ala do partido defende que Wagner mantenha seu papel até as celebrações, a fim de potencializar a imagem eleitoral do governo nessas ocasiões.





