A PEC, que foi aprovada pela Câmara no final de maio, permanece aguardando a decisão do presidente do Senado. Em sua declaração, Uczai informou que a bancada do PT dará uma “trégua” a Alcolumbre até a próxima semana, esperando que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso isso não ocorra, o deputado não hesitou em afirmar que o Senado se tornaria um adversário da luta trabalhista.
A pressão por celeridade na tramitação da PEC se intensifica, especialmente após Alcolumbre declarar, em encontros com representantes de centrais sindicais, ser favorável à alteração proposta, mas solicitando que ela ocorra sem o período de transição que a emenda contempla. O texto aprovado na Câmara prevê a implementação da nova jornada de trabalho 60 dias após a promulgação da emenda, mas o presidente do Senado busca discutir a possibilidade de remover esse intervalo, propondo uma emenda para evitar que a proposta retorne à Câmara.
Essa perspectiva, no entanto, não agrada a certos membros do governo, que se comprometeram a incluir a cláusula de transição para facilitar a aprovação inicial na Câmara. Além da PEC relacionada à jornada de trabalho, Uczai expressou a necessidade de que outros projetos prioritários, como a regulamentação da inteligência artificial, uma proposta relativa às terras raras e outra que aumenta o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), também sejam priorizados.
Em relação ao projeto das terras raras, o líder petista destacou que o partido se opõe a alterações que possam minar a função crítica do conselho vinculado à Presidência da República, ressaltando que a soberania nacional deve ser preservada. Quanto ao aumento do limite de faturamento do MEI, Uczai se mostrou favorável, mas cauteloso quanto a mudanças no sistema tributário do Simples Nacional, considerando que isso poderia impactar negativamente a proposta.
Essas declarações foram feitas momentos antes de uma reunião entre líderes da Câmara dos Deputados, na qual as pautas da semana seriam discutidas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também se manifestou a favor de uma tramitação produtiva, destacando seu diálogo contínuo com Alcolumbre, que segundo ele, demonstra um “espírito colaborativo” em relação às pautas discutidas.
