Argemiro articulou, em 2018, ao menos dois roubos a agências do BB, sendo um deles na cidade de Crixás (GO), onde a quadrilha levou R$ 1,3 milhão em espécie, revólveres calibre 38 e munições que pertenciam à equipe de vigilância. A investigação aponta que o detido, conhecido como “Costelinha”, comandava até oito pessoas em suas ações criminosas.
A Polícia Civil de Goiás aprofundou as investigações e descobriu que os criminosos utilizavam um grupo de WhatsApp chamado “Progresso 007” para se comunicar e receber instruções para os crimes. A quadrilha tinha um modus operandi bem planejado, como a escolha de cidades do interior, tal como Carmo do Rio Verde, para facilitar a ação criminosa.
No dia do crime, a polícia observou uma intensa movimentação na agência bancária alvo, e os bandidos iniciaram a ação de furar as paredes do banco. O bloqueio de sinais foi utilizado para evitar a interferência de testemunhas e dificultar a atuação policial. A ação resultou em um tiroteio com a Polícia Militar, e três criminosos da quadrilha foram mortos.
Além disso, a investigação policial identificou que o grupo “Progresso 007” era administrado por Argemiro de dentro da cadeia, onde ele cumpria pena de 17 anos e 6 meses. Outro integrante da quadrilha, Laurêncio Francisco da Silva, também estava ligado ao esquema.
A fuga de Argemiro da Papuda, ao serrar as grades do banheiro de sua cela, evidencia sua alta periculosidade. O detido estava em um bloco com presos do regime semiaberto, o que sugere uma certa flexibilidade no controle desses presos. As autoridades estão em busca do fugitivo e solicitam a colaboração da população para informações sobre seu paradeiro.
A ação criminosa orquestrada por Argemiro e sua quadrilha demonstra o planejamento meticuloso por trás desses roubos a bancos e destaca a importância do trabalho policial para desmantelar organizações criminosas desse tipo. A fuga do detido da Papuda é mais um desafio para as autoridades, que estão empenhadas em recapturá-lo e garantir a segurança da população.
