Kast caracterizou o encontro como “muito produtivo”, ressaltando a força que a união entre Argentina e Chile representa neste contexto. Esta foi a primeira visita oficial de Kast à Argentina desde que assumiu a presidência em março deste ano, e suas declarações deixaram claro que os dois países vivem um momento propício para promover uma maior colaboração em áreas como turismo, comércio e investimentos.
Um dos pontos centrais da conversa foi o potencial mineral da Argentina. Milei está aberto a flexibilizar normas ambientais, buscando atrair investimentos para o setor, algo que despertou o interesse do colega chileno. Kast mencionou a possibilidade de uma troca de conhecimentos e logísticas em relação à produção mineral, evidenciando a disposição do Chile em se beneficiar do expertise argentino.
Os presidentes também abordaram a necessidade de melhorar a infraestrutura nas passagens de fronteira da Cordilheira dos Andes, objetivo que visa minimizar as longas esperas enfrentadas por turistas e caminhoneiros. No campo da segurança, ambos se mostraram comprometidos com a cooperação necessária para combater a imigração irregular e o narcotráfico, enfatizando a urgência de uma aliança que envolva distintas nações da região.
O tema do crime organizado foi abordado com particular atenção por Kast, que salientou a necessidade de uma colaboração mais ampla entre países como Argentina, Chile e Bolívia, dada a natureza transnacional desse crime. Ele também mencionou a captura e extradição do ex-guerrilheiro Galvarino Apablaza, procurado pelo assassinato do senador Jaime Guzmán em 1991. A cooperação do governo argentino é considerada crucial para essa operação, uma vez que Apablaza vive na Argentina desde que recebeu o status de refugiado político em 2010, embora tenha sua proteção revogada recentemente.
A relação entre os dois presidentes promete trazer novos desdobramentos para a agenda regional, com foco na segurança e no desenvolvimento econômico, temas que se mostram cada vez mais interligados no contexto atual.





