O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, expressou a intenção da oposição de recorrer ao veto, prometendo que a derrubada do mesmo será uma prioridade na primeira sessão do Congresso Nacional. Cavalcante mencionou que um requerimento, elaborado pela deputada Carol De Toni, conta com o suporte de integrantes da bancada bolsonarista no Congresso, buscando a convocação de uma sessão conjunta ainda em janeiro. Esta manobra reflete a determinação de setores da oposição em contestar as decisões do governo e revitalizar o debate sobre as ações análogas aos eventos de janeiro.
Por outro lado, os representantes do governo se mostraram contentes com a decisão de Lula. Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, comemorou o veto e articulou mobilizações nas redes sociais e em movimentos políticos para assegurar que a medida presidencial permaneça em vigor. A mobilização do governo ressalta uma estratégia de resistência ao que é visto como uma tentativa da oposição de reverter avanços democráticos.
A proposta, que havia sido aprovada no final de 2022, incluía uma ampla gama de indivíduos envolvidos no planejamento da tentativa de golpe, que visava impedir a posse de Lula e manter Jair Bolsonaro no poder. O veto do presidente foi simbólicamente assinado em uma cerimônia que lembrava os três anos dos ataques às instituições democráticas no país, fortalecendo a posição do governo em um contexto marcado por tensões políticas.
O tema da dosimetria das penas traz à tona um debate que tem se ampliado ao longo do ano, aprofundando a divisão entre os partidos no Legislativo. Enquanto Lula já havia sinalizado anteriormente sua oposição à proposta, setores da direita continuam a pleitear uma revisão das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal aos condenados nos atos antidemocráticos, indicando uma luta que se intensificará nos próximos meses.







