Presidente Lula defende integração latino-americana e democracia na cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou presença em mais uma reunião de presidentes do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai, nesta segunda-feira. De acordo com fontes próximas ao presidente, Lula tem como objetivo principal defender a integração latino-americana e a importância da preservação da democracia na região.

A Argentina foi representada pela chanceler Diana Mondino, já que o presidente Javier Milei alegou problemas de agenda e não pôde comparecer ao evento. Milei passou o fim de semana em Santa Catarina, participando de um fórum de conservadores ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além dos representantes dos países membros do Mercosul, também estiveram presentes representantes de alto nível de países associados ao bloco, como Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. A Venezuela, embora seja membro pleno do Mercosul, está suspensa desde 2016 devido a questões relacionadas à democracia e às normas técnicas.

A cúpula teve como pontos principais a adesão da Bolívia como membro pleno do bloco e uma declaração conjunta pedindo eleições presidenciais livres, transparentes e aceitas por todos na Venezuela. Também foi destaque a finalização de novos acordos do Mercosul, como o recentemente fechado com a Palestina, garantindo tarifas zero para produtos entre os países membros. O bloco já está em negociações com outros países, como Japão, El Salvador, Panamá, República Dominicana e Emirados Árabes Unidos, além de tentar concluir tratados com a União Europeia e o Efta, bloco formado por diversos países europeus.

Outro assunto discutido foi a possibilidade de se negociar acordos em separado dos demais sócios do Mercosul, com destaque para a postura do Uruguai nesse sentido. O governo brasileiro anterior não se opôs a negociações bilaterais, como no caso dos acordos entre Uruguai e China, mas com a gestão de Lula, há o entendimento de que as tratativas devem englobar todos os membros do bloco.

Dentre os atos que poderão ser firmados estão a facilitação do ingresso de cidadãos do Mercosul nos países membros, a simplificação de procedimentos nos postos de fronteira e acordos nas áreas cultural, financeira e de prevenção de desastres. Após a Cúpula do Mercosul, Lula seguirá para Santa Cruz de la Sierra, onde participará de uma visita de Estado na terça-feira ao presidente da Bolívia, Luis Arce. Durante a visita, serão discutidos acordos em energia e infraestrutura, além de uma possível reaproximação entre Arce e o ex-presidente Evo Morales, visando fortalecer a esquerda no país e prevenir possíveis tentativas de golpe.

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