Presidente Lula assina projeto de lei para regulamentação de motoristas de aplicativos, incluindo remuneração mínima e benefícios.

Nesta segunda-feira, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um projeto de lei complementar em regime de urgência que visa regulamentar os serviços prestados por motoristas de aplicativos de plataformas. De acordo com o governo, o objetivo principal do PLC é garantir direitos mínimos para essa classe em áreas como remuneração, previdência, segurança e saúde, além de transparência. O documento será encaminhado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira e entrará em vigor após 90 dias da aprovação no Legislativo.

Essa proposta vem após nove meses de debates e discussões entre Grupos de Trabalho (GTs) formados pelo governo, sindicatos e empresas para analisar a regulamentação das categorias de motoristas e entregadores por aplicativo. Um dos pontos principais da proposta é estabelecer um piso por hora rodada para os trabalhadores, sendo o valor de R$ 32,09, dos quais R$ 8,02 correspondem ao serviço prestado e R$ 24,07 aos custos do trabalhador.

Além disso, o projeto determina que nenhum trabalhador poderá receber menos do que os valores estipulados para cada categoria de serviço, como “X”, “Confort”, “Bag”, “Black” e “Black bag”, com quantias mínimas por saída, quilômetro percorrido e minuto de serviço.

Outro ponto relevante da proposta é a contribuição previdenciária, que será de 7,5% para os trabalhadores e 20% para as empresas sobre 25% do valor repassado a eles. Essa contribuição garantirá benefícios previdenciários aos trabalhadores, como aposentadoria por idade, pensão por morte, auxílio-doença, entre outros.

O texto também reforça a inexistência de vínculo de exclusividade entre trabalhador e empresa, estabelecendo a nova categoria de “trabalhador autônomo por plataforma”. A proposta ainda prevê a negociação de convenções coletivas para esses trabalhadores, assim como a definição de carga-horária, benefícios como vale-refeição e pontos de apoio adequados.

No entanto, motociclistas e entregadores ficaram de fora dessa regulamentação devido à falta de acordo com as empresas. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que pretende retomar as negociações em um segundo momento para incluir essa categoria.

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