Presidente do PL minimiza delação de ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e mantém previsão de eleger mais de mil prefeitos.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, demonstrou confiança no futuro do partido mesmo diante do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Costa Neto minimizou o impacto desse evento e reafirmou a previsão de eleger mais de mil prefeitos nas próximas eleições.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do PL afirmou que Cid não tem informações relevantes sobre verbas públicas a serem reveladas e, portanto, sua delação não afetará negativamente o partido. Essa postura foi respaldada pelo líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes, que declarou que qualquer ataque ao presidente do partido seria uma covardia.

Porém, mesmo com essa confiança na manutenção do desempenho eleitoral do PL, o partido já enfrenta obstáculos na formação das chapas para as eleições municipais do próximo ano. Um exemplo disso é a situação em São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, busca o apoio do PL, mas ao mesmo tempo evita associar sua imagem ao bolsonarismo. Essa postura tem causado atritos entre Nunes e lideranças bolsonaristas, como Carlos Bolsonaro.

Além disso, o prefeito de São Paulo tem evitado comprometer-se com a escolha de um nome bolsonarista para ser seu candidato a vice, afirmando que essa decisão só será tomada no próximo ano. No entanto, Nunes afirmou que gostaria de contar com o apoio de Bolsonaro e do PL em sua reeleição, destacando a necessidade de derrotar a extrema esquerda.

No Rio de Janeiro, o PL também não definiu sua atuação nas eleições municipais. O partido será adversário do atual prefeito Eduardo Paes, do PSD, mas ainda não está definido como será essa participação. Diversos nomes têm sido citados como possíveis opções contra Paes, como o general Walter Braga Netto, Doutor Luizinho e Rodrigo Amorim.

Em relação ao acordo de delação premiada de Mauro Cid, é importante destacar que ele foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O militar propôs esse acordo a partir das investigações conduzidas no inquérito das milícias digitais. Além disso, há outras investigações abertas contra Cid, como a suspeita de venda de joias recebidas como presente pelo governo brasileiro.

No entanto, é necessário ressaltar que as informações acima não foram divulgadas através de uma fonte específica.

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