Segundo informações da PF, a equipe responsável pela operação encontrou uma pepita de ouro pesando 39,18 gramas, com um grau de pureza de 95,26%. A descoberta levou à prisão de Costa Neto por posse ilegal de arma de fogo e usurpação mineral. De acordo com a legislação, não há possibilidade de fiança para esses crimes, o que significa que o político pode permanecer detido enquanto aguarda o desenrolar das investigações.
Em resposta às acusações, a defesa do presidente do PL alegou que a posse do ouro não configura um delito, argumentando que a jurisprudência respalda essa posição. Além disso, a defesa também afirmou que a arma encontrada é registrada e de uso permitido, pertencendo a um parente próximo de Costa Neto e que teria sido esquecida há vários anos em seu apartamento.
A defesa também questionou a relevância do caso, apontando que a pedra de ouro encontrada, de acordo com a própria auditoria da Polícia Federal, tem um valor avaliado em cerca de 10 mil reais. Para eles, não há motivos para a prisão do político por portar a pepita, que seria guardada como uma relíquia há anos. “Como pode alguém ser detido por ser portador de uma pedra guardada há anos como relíquia?”, questionou a defesa em nota.
Agora, a perícia continuará seu trabalho para identificar a origem do ouro encontrado na posse de Valdemar Costa Neto, buscando esclarecer de onde a substância foi extraída. Enquanto isso, o presidente do PL aguarda o desenrolar das investigações, com a possibilidade de permanecer detido enquanto o caso é apurado.





