Presidente do Congresso Peruano Rebaterá Acusações sobre ‘Bunker’ de Prostituição e Controvérsias no Parlamento

O presidente do Congresso do Peru, Eduardo Salhuana, afastou as acusações de que existiriam “bunkers” dentro das instalações do parlamento utilizados para práticas de prostituição. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, 20 de dezembro, Salhuana negou de forma veemente as alegações, afirmando que “não há nenhum bunker onde se pratique prostituição, nem aqui nem em nenhum dos edifícios” do Congresso. Ele ressaltou que todos os espaços são públicos e estão destinados ao serviço dos parlamentares.

As controvérsias surgiram após recentes declarações da ex-presidência do Congresso, Mirtha Vásquez, que ocupou o cargo entre 2020 e 2021. Em um pronunciamento anterior, Vásquez mencionou a existência de “espaços quase secretos” na sede do poder legislativo, a qual descreveu como contendo camas, macas de massagem e bebidas alcoólicas. Sem confirmar diretamente a atividade ilícita, ela expressou sua surpresa ao descobrir essas áreas, levantando indícios de que poderiam ser usadas para prostituição.

As alegações ganharam ainda mais força com uma investigação jornalística local que aponta para uma potencial rede de prostituição infiltrada dentro do Congresso. Os relatos sugerem que Jorge Torres, ex-chefe do Escritório Jurídico e Constitucional do legislativo, estaria à frente dessa rede, que supostamente contratava mulheres para atuar como assistentes e secretárias, mas que na verdade estariam sendo utilizadas para práticas de prostituição.

Além disso, a mesma investigação apontou Andrea Vidal, uma ex-assessora parlamentar, como responsável por recrutar essas mulheres. Tragicamente, após ser desligada do cargo em setembro de 2024, Vidal foi assassinada em 16 de dezembro, enquanto se deslocava de táxi por Lima. Esse contexto de crimes e desvio de conduta nas esferas do Governo peruano levanta questões sérias sobre a ética e a segurança no ambiente político, colocando o foco em um episódio que pode impactar profundamente a imagem do Congresso e a confiança pública nas instituições do país.

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