O período de sigilo determina que os registros relacionados à liquidação só poderão ser acessados publicamente a partir de novembro de 2033. Essa regulamentação segue as normativas internas do Banco Central, que estabelece prazos diferenciados de acordo com o porte das instituições financeiras. No caso específico do Banco Master, que é categorizado como um banco de porte menor, o período de confidencialidade é de oito anos.
Em seu depoimento, Galípolo ressaltou que todas as normas foram devidamente seguidas em 16 processos envolvendo instituições financeiras desde 2018, ano em que as novas diretrizes começaram a vigorar. Ele defendeu veementemente a manutenção das regras, alegando que “dois erros não fazem um acerto”, indicando que desvio de procedimentos não seria justificado. Para o presidente do Banco Central, a observância rigorosa dessas normas é essencial para evitar possíveis subsidiações que possam instigar questionamentos futuros.
Ele fez uma distinção clara entre os diferentes tipos de instituições; enquanto os bancos de pequeno porte têm um prazo de sigilo estipulado em oito anos, os bancos de maior porte estão sujeitos a um período de dez anos.
Em paralelo ao depoimento de Galípolo, a CPI do Crime Organizado ainda contava com a ausência do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Sua não comparecimento foi informado pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, que lamentou a segunda falta de Campos Neto ao colegiado. Desde março, a CPI busca ouvir o ex-presidente para esclarecer possíveis falhas na fiscalização bancária que poderiam ter contribuído para o crescimento de organizações criminosas no país. A defesa do ex-presidente alegou que sua ausência se baseava em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que transformou a convocação da CPI em convite, justificando a não comparecimento de Campos Neto.





