Campos Neto ressaltou que a inovação nesse sentido tem se mostrado mais difícil e complexa do que o esperado, com insumos mais inelásticos do que previsto. Ele pontuou que, após crises como a de 2008 e a pandemia da covid-19, as pessoas passaram a demandar um crescimento mais sustentável e inclusivo.
O presidente do BC também destacou a sensibilidade dos investimentos verdes às políticas monetárias, mas reconheceu a dificuldade de incorporar esse cenário em modelos econômicos, especialmente devido às externalidades positivas. Ele citou a reputação das empresas e a preferência dos consumidores por produtos verdes como exemplos dessas externalidades.
Campos Neto enfatizou a complexidade de modelar questões relacionadas às taxas de carbono, apontando as diferenças nas políticas de tarifas sobre emissão de carbono entre os países. Ele destacou a necessidade de considerar ajustes nos impostos de fronteira, que podem alterar significativamente os incentivos para os países.
O presidente do Banco Central encerrou sua participação no evento ressaltando a importância de um debate aprofundado e abrangente sobre a transição verde e seus impactos na economia real. A complexidade e os desafios envolvidos nesse processo demandam uma abordagem cuidadosa e articulada entre os diferentes setores da sociedade.





