Nos primeiros dias de agosto, o governo espanhol fez afirmações de que apenas 2.500 pessoas ainda estavam na cidade, após uma onda de imigração que viu cerca de 80.000 imigrantes cruzarem a fronteira em busca de abrigo e oportunidades. Vivas, no entanto, é categórico ao afirmar que a cidade ainda está em um estado crítico e que a normalidade só será alcançada quando todos aqueles que entraram ilegalmente nos dias 30 e 31 de julho forem devolvidos a Marrocos.
O presidente de Ceuta destacou as implicações graves que a crise migratória traz, não apenas para a segurança pública, mas também para a coesão social e a integridade territorial da cidade. Ele expressou sua frustração quanto à falta de clareza sobre as medidas que seriam implementadas para proteger a fronteira e revitalizar a economia local. De acordo com Vivas, as promessas feitas pelo governo não se traduzem em ações concretas e o sentimento geral é de abandono.
A crise teve início após a circulação de rumores nas redes sociais de que os imigrantes que chegassem a território espanhol não seriam devolvidos ao Marrocos, o que incentivou uma quantidade alarmante de pessoas a tentar cruzar a fronteira. Após perceberem que essa informação era falsa, muitos destes retornaram a Marrocos, mas a situação ainda é considerada insustentável.
Vivas concluiu sua declaração enfatizando que é imprescindível que o governo central mostre comprometimento com a realocação e reintegração dos imigrantes que se encontram em Ceuta, garantindo também a segurança da população local que vive em um estado de apreensão permanente. A pressão sobre Ceuta continua, e as soluções políticas são urgentemente necessárias para lidar com uma crise que afeta não apenas a cidade, mas também a imagem da Espanha no contexto internacional.
