A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou que os dois foram detidos por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Fim da Linha tem se desdobrado em várias fases e visa desmantelar um esquema que utilizava o transporte coletivo para ocultar a origem de recursos ilícitos oriundos de atividades criminosas, como tráfico de drogas e roubo.
Cunha já havia enfrentado a Justiça em julho de 2024, quando foi preso durante a primeira fase da operação. Em janeiro deste ano, os investigados foram soltos, mas o Ministério Público recorreu da decisão, levando à nova ordem de prisão. A intervenção judicial ocorre em um contexto mais amplo de reforma no sistema de transporte municipal, que levou a prefeitura a excluir a UPBus do sistema de transporte coletivo, transferindo o contrato de concessão para a empresa Alfa RodoBus.
A investigação revela que, entre 2014 e 2024, um coordenador do tráfico do PCC e uma outra pessoa injetaram mais de R$ 20 milhões, provenientes de crimes, em uma cooperativa de transporte na zona leste, que eventualmente se tornou a UPBus. Essa manobra permitiu à empresa participar de uma licitação municipal em 2015, o que levanta sérias questões sobre a regulamentação e fiscalização no setor.
No mesmo dia em que as novas prisões foram decretadas, a prefeitura anunciou um interventor para gerenciar os serviços da UPBus, buscando garantir a continuidade do transporte público sem interrupções. A situação permanece complicada, especialmente para os detidos, cuja defesa ainda não retornou aos questionamentos da imprensa sobre os desdobramentos do caso e a estratégia legal a ser adotada. A comunidade se mantém em alerta, uma vez que as consequências da relação entre empresas de transporte e organizações criminosas geram inquietação entre os usuários do serviço.
