Presidente da UPBus é preso novamente por lavagem de dinheiro e ligações com o PCC após operação em São Paulo; sócio também é detido.

O presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, foi preso novamente na manhã desta segunda-feira, 7 de outubro, em São Paulo. A prisão ocorre no âmbito da Operação Fim da Linha, que teve início em 2024 e investiga a conexão de empresas de ônibus da capital paulista com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde sua liberação em janeiro, quando a Justiça havia substituído a custódia preventiva por medidas cautelares, Cunha e um sócio da empresa voltaram a ser alvos das investigações.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou que os dois foram detidos por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Operação Fim da Linha tem se desdobrado em várias fases e visa desmantelar um esquema que utilizava o transporte coletivo para ocultar a origem de recursos ilícitos oriundos de atividades criminosas, como tráfico de drogas e roubo.

Cunha já havia enfrentado a Justiça em julho de 2024, quando foi preso durante a primeira fase da operação. Em janeiro deste ano, os investigados foram soltos, mas o Ministério Público recorreu da decisão, levando à nova ordem de prisão. A intervenção judicial ocorre em um contexto mais amplo de reforma no sistema de transporte municipal, que levou a prefeitura a excluir a UPBus do sistema de transporte coletivo, transferindo o contrato de concessão para a empresa Alfa RodoBus.

A investigação revela que, entre 2014 e 2024, um coordenador do tráfico do PCC e uma outra pessoa injetaram mais de R$ 20 milhões, provenientes de crimes, em uma cooperativa de transporte na zona leste, que eventualmente se tornou a UPBus. Essa manobra permitiu à empresa participar de uma licitação municipal em 2015, o que levanta sérias questões sobre a regulamentação e fiscalização no setor.

No mesmo dia em que as novas prisões foram decretadas, a prefeitura anunciou um interventor para gerenciar os serviços da UPBus, buscando garantir a continuidade do transporte público sem interrupções. A situação permanece complicada, especialmente para os detidos, cuja defesa ainda não retornou aos questionamentos da imprensa sobre os desdobramentos do caso e a estratégia legal a ser adotada. A comunidade se mantém em alerta, uma vez que as consequências da relação entre empresas de transporte e organizações criminosas geram inquietação entre os usuários do serviço.

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