Presidente da LaLiga critica expansão do Mundial e afirma que FIFA prejudica campeonatos nacionais e a sustentabilidade do futebol global com novas regras.

O presidente da LaLiga, Javier Tebas, expressou sérias preocupações sobre a proposta de expansão da Copa do Mundo de futebol para 64 seleções, afirmando que essa mudança poderá prejudicar tanto os campeonatos nacionais quanto a indústria do esporte como um todo. Em uma recente entrevista a um periódico italiano, Tebas criticou abertamente a gestão da FIFA e pediu a renúncia do atual presidente, Gianni Infantino.

Segundo o dirigente, o aumento da quantidade de seleções seria uma maneira equivocada de valorizar um torneio que, embora seja o mais prestigiado do mundo, ocupa apenas um curto espaço de 40 dias no calendário esportivo. Para ele, os campeonatos nacionais são a base que sustenta a indústria do futebol, gerando receitas e empregos que beneficiam milhares de pessoas. “Aumentar o número de seleções não faz sentido. O futebol não pode girar apenas em torno da Copa do Mundo. Até mesmo a importância desse evento não justifica negligenciar o papel crucial das ligas nacionais”, declarou Tebas.

A Copa de 2026 já estreou um novo formato com a inclusão de 48 seleções, depois de anos em que o torneio contou com 32. Essa mudança, segundo o presidente da LaLiga, trouxe um foco excessivo em uma competição específica, em detrimento das ligas locais, que são vitais para o desenvolvimento e a vivência do esporte em nível micro. “Estão destruindo a indústria do futebol, que cria dezenas de milhares de empregos, em prol de um evento que só uma fração dos jogadores realmente participa”, reforçou.

No que diz respeito à gestão de Gianni Infantino, Tebas não economizou nas críticas, apontando que o suíço “já teve seu momento” e deveria abandonar a presidência da FIFA. O dirigente também criticou a forma como a organização tomou decisões durante a última Copa, como a suspensão do atacante Folarin Balogun, alegando que a FIFA parece agir conforme seus próprios interesses, e não em favor do futebol como um todo. Para Tebas, uma revisão das políticas e uma maior proteção das competições nacionais são cruciais para a saúde futura do esporte.

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