Presidente da Dinamarca nega ameaça militar dos EUA à Groenlândia: “Trump não terá a ilha verde”

A líder dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou nesta terça-feira sua posição sobre a inexistência de uma ameaça militar à Dinamarca ou à Groenlândia por parte dos Estados Unidos. Em entrevista à TV2, Frederiksen afirmou que não tem motivos para acreditar em uma possível ameaça e reforçou a importância da aliança entre os dois países.

Durante uma intensa agenda de encontros em Berlim, Paris e Bruxelas, a primeira-ministra dinamarquesa enfatizou a importância do respeito ao território e soberania dos Estados, destacando a relevância desses princípios na comunidade internacional construída após a Segunda Guerra Mundial.

O Ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, também se pronunciou sobre o assunto, declarando que Donald Trump não terá a Groenlândia. Rasmussen ressaltou que a Groenlândia é uma nação protegida pelo direito internacional e pela Carta da ONU, e que não está à disposição para ser adquirida.

A polêmica sobre a possibilidade dos EUA adquirirem a Groenlândia teve início quando o presidente Trump expressou sua determinação em tornar a ilha parte do território norte-americano. Em resposta, o primeiro-ministro groenlandês, Mute Egede, afirmou que a ilha não está à venda.

Diante desse cenário, a Dinamarca, a União Europeia e a OTAN estão estudando estratégias para evitar um conflito público com Trump. Segundo o jornal britânico Financial Times, há uma decisão de minimizar as discussões públicas sobre a Groenlândia para evitar piorar a crise existente.

A Groenlândia, que foi uma colônia dinamarquesa até 1953, conquistou autonomia em 2009, podendo tomar decisões independentes em sua política interna. A questão sobre a possibilidade de os Estados Unidos anexarem a ilha permanece em destaque, com a comunidade internacional atenta às repercussões desse impasse diplomático.

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