Atualmente, a governança do estado é exercida interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, que foi mantido em sua posição. Este arranjo resultou da vacância no cargo, que ocorreu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro em março, enquanto seu vice, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo no ano anterior. Ruas argumenta que seu papel na ALERJ lhe confere a prerrogativa de governar, e pede que esta situação seja regularizada, garantindo sua função até o julgamento final sobre a questão.
Ademais, a ALERJ já havia recorrido a Luiz Fux, relator de outra ação, para discutir a legalidade de uma lei aprovada pelo próprio Legislativo que prevê a eleição indireta de um novo governador em caso de dupla vacância. A expectativa é que o STF decida sobre as regras e a forma de condução dessa nova eleição, mas até o momento, não houve um desfecho claro, especialmente após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Nos bastidores, a situação gera divergências sobre o melhor caminho constitucional a seguir, com muitos legisladores debatiendo os prós e contras do voto aberto em uma possível eleição indireta. A situação política no Rio continua a ser instável e a resolução da crise de liderança permanece uma questão acalorada entre os representantes do estado e os órgãos judiciários, com repercussões que certamente afetarão o futuro político local nas próximas semanas.





