Presidente argentino Javier Milei critica governos socialistas na América Latina e defende liberdade de expressão em evento conservador no Brasil.

Na última semana, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez sua primeira viagem ao Brasil desde que assumiu o cargo. Durante sua estadia no país, ele participou da quinta edição da Conferência de Política Ação e Conservadora (CPAC Brasil) em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Em seu discurso de encerramento, Milei fez críticas aos governos socialistas que, segundo ele, dominaram a América Latina nos últimos 20 anos.

Sem mencionar diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Milei apontou que a liberdade de expressão está ameaçada em diversas potências mundiais sob a justificativa de não ferir a sensibilidade de alguns grupos ou supostos direitos de minorias ruidosas. Ele destacou que situações alarmantes estão ocorrendo em países que antes eram vistos como exemplos de respeito à democracia.

Durante o evento, Milei foi recebido calorosamente pelo público, que entoava gritos de “Viva la libertad, carajo” e “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. O presidente argentino também demonstrou apoio a Jair Bolsonaro, classificando-o como vítima de perseguição judicial no Brasil. Milei enfatizou que é fundamental resistir contra os governos socialistas que, em sua visão, só buscam o poder pelo poder, resultando em desastres econômicos, sociais, políticos e culturais.

Além disso, Milei mencionou exemplos como Cuba, Nicarágua e Venezuela, categorizando suas gestões como “ditaduras sanguinárias”. Ele finalizou seu discurso com gritos de “Viva la libertad, carajo” e abraçou Bolsonaro antes de deixar o palco e retornar à Argentina.

O CPAC Brasil também contou com a presença de Eduardo Bolsonaro, que fez uma breve fala ao lado do americano Matt Schlapp, presidente da CPAC original. Durante o evento, foi ressaltada a importância do desempenho eleitoral de candidatos alinhados ao bolsonarismo nas próximas eleições municipais como preparação para uma possível candidatura presidencial em 2026.

A visita de Milei ao Brasil marcou um encontro de líderes conservadores e uma troca de acusações entre ele e Lula, ampliando o debate político na América Latina. O presidente argentino deixou o país com a missão de fortalecer laços comerciais e diplomáticos, demonstrando uma nova fase nas relações entre Argentina e Brasil.

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