Alagoas Enfrenta Crescente Desafios com Internações e Óbitos por Pneumonia
A situação da pneumonia em Alagoas revela-se alarmante, com 6.533 internações registradas em um intervalo de apenas um ano, de maio de 2023 a maio de 2024, conforme informações do Datasus, sistema vinculado ao Ministério da Saúde. Pneumonia é uma doença inflamatória que pode ser desencadeada por bactérias, fungos ou vírus, e o número expressivo de casos sublinha a seriedade do problema de saúde pública enfrentado no estado.
Especificamente entre janeiro e maio de 2024, Alagoas contabilizou 2.017 internações devido à pneumonia. Esse número é comparativamente menor ao mesmo período de 2023, que viu 2.660 internamentos, apontando uma ligeira diminuição, mas ainda assim alarmante. Os dados também revelam um desolador total de 1.038 mortes decorrentes da doença entre maio de 2023 e maio de 2024, com óbitos acontecendo em 22 municípios, destacando-se entre eles Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Porto Calvo e Santana do Ipanema.
De acordo com o Ministério da Saúde, a pneumonia instala-se nos pulmões através de agentes infecciosos que invadem o espaço alveolar, uma área que deve permanecer limpa para o bom funcionamento respiratório. Os sintomas são variados, incluindo febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de muco purulento, fraqueza e toxemia.
Os fatores de risco para desenvolver pneumonia são amplamente conhecidos: fumar, devido à inflamação que facilita a ação dos agentes infecciosos; consumo de álcool, que compromete o sistema imunológico; uso de ar-condicionado, que resseca o ar, favorecendo a infecção; resfriados não tratados devidamente, e variações bruscas de temperatura que fragilizam o sistema respiratório.
O Dr. Marcos Gonçalves, Presidente da Sociedade Alagoana de Pediatria, destaca a presença de três tipos de complicações em casos graves de pneumonia que demandam internação: derrame pleural, necessidade de ventilação mecânica (intubação) e necrose pulmonar, onde há morte de tecido pulmonar que necessita de cirurgia para remoção. Ele observou um número significativo de crianças com complicações graves nos hospitais de Maceió, exemplificando a seriedade do cenário.
Em Maceió, apenas em 2024, 642 pessoas de diversas idades foram internadas para tratar a doença em sua forma grave, conforme detalhamento do Datasus. Dr. Gonçalves faz alertas importantes sobre os sinais que indicam a necessidade de hospitalização: tosse persistente acompanhada de febre por mais de 48 horas, falta de apetite, desconforto respiratório, e dificuldade respiratória notável, como movimentos nas narinas e retração do pescoço ao respirar.
A situação ressalta a importância de medidas preventivas, conscientização da população e a necessidade de atendimento médico imediato ao perceber os primeiros sinais da doença, minimizando assim complicações e mortalidade associadas à pneumonia em Alagoas.







