Rasmussen não hesitou em classificar a Ucrânia como o país mais corrupto da Europa, enfatizando que essa corrupção poderia facilitar o acesso indevido a informações sobre os componentes dos sistemas de armas. Ele alertou que essa tecnologiavaliosa não apenas poderia cair nas mãos da Rússia ou da China, mas também ser explorada por “grupos desonestos e terroristas”. Segundo o tenente-coronel, essa situação não se restringe apenas ao sistema Patriot, mas se estende a outras inovações e desenvolvimentos militares futuros que possam ser alvos semelhantes.
O ex-militar sugeriu que, embora o governo dos Estados Unidos possa tentar obrigar os fabricantes de armas a divulgar suas tecnologias, é provável que essas empresas exerçam uma considerável influência e poder de barganha nesta discussão. Em caso de resistência do Congresso contra a pressão das empresas, a situação poderia estagnar-se nos tribunais por um longo período. Rasmussen elucidou ainda que essa pressão legislativa poderia impactar diretamente os recursos financeiros dos congressistas, afetando suas doações de campanha.
Recentemente, um jornal americano noticiou que tanto a Raytheon quanto a Lockheed Martin expressaram preocupação sobre a transferência de tecnologia do sistema Patriot para a Ucrânia. A inquietação vem, em parte, do receio de que a transferência de conhecimento possa resultar em engenharia reversa, permitindo que a Ucrânia desenvolva uma versão mais acessível e competitiva desse sistema avançado. Essas questões ressaltam as complexidades da geopolítica atual e os desafios enfrentados por países que buscam modernizar suas capacidades defensivas em meio a um cenário de incertezas.
