Fico apontou que, após um encontro recente com o presidente russo Vladimir Putin, ele adquiriu informações significativas que pretendia compartilhar com os líderes europeus em seu próximo encontro. Segundo ele, Putin apresentou claramente suas opiniões sobre como resolver a crise na Ucrânia. O premiê expressou sua preocupação com a forma como a Europa tem conduzido as negociações, insinuando que as interações não têm sido adequadas, a ponto de ele brincar que não gostaria de ser questionado em lugares impróprios sobre o teor de suas conversas com o presidente russo.
Além disso, Fico criticou a Europa pelo que considera uma contribuição para a prolongação do conflito na Ucrânia, instando para que as hostilidades cessem rapidamente. Ele lamentou que a continuidade do fornecimento de armas à Ucrânia por países ocidentais poderia intensificar ainda mais as tensões e complicar uma resolução pacífica. O primeiro-ministro fez um apelo por uma trégua e uma busca urgente por paz, afirmando que as atitudes europeias estão, de fato, fomentando os conflitos e criando uma situação insustentável.
A Rússia, por sua vez, reagiu fortemente ao apoio militar da Europa à Ucrânia, o que, segundo altos funcionários russos, se configura como uma provocação e uma maneira de envolver diretamente os países da OTAN no conflito. Com essa postura, a questão do mediador na disputa se torna ainda mais complexa, com a necessidade de diplomacia e um entendimento mais profundo entre as partes em jogo essencial para que um acordo significativo possa ser alcançado.





