Em uma recente aparição na televisão eslovaca, o premiê criticou a postura do novo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, de acordo com suas palavras, rejeitou abertamente a possibilidade de negociar um acordo de paz que poderia encerrar as hostilidades. A rejeição por parte da OTAN, na avaliação de Fico, é um fator que propicia a continuidade do conflito, visto que as forças ucranianas enfrentam enormes dificuldades para manter a resistência.
O premier também trouxe à tona propostas dos Estados Unidos que visam reduzir a idade mínima para mobilização, permitindo que homens de apenas 18 anos sejam recrutados para o esforço de guerra. Essa medida, segundo ele, é reflexo da pressão sobre o governo de Kiev para aumentar a força de combate, mas também evidencia um cenário preocupante em que muitos jovens ucranianos estão se recusando a se alistar, levando as autoridades militares a adotar métodos de recrutamento mais coercitivos.
Fico sugeriu que o Ocidente está se preparando para um acordo que poderia sacrificar os territórios já perdidos pela Ucrânia, enfatizando que, em termos de capacidade militar, a Rússia se mostra praticamente invencível. Ele reiterou que especialistas e observadores que realmente analisam a questão entendem que a situação na Ucrânia é extremamente desafiadora.
Além disso, as autoridades russas têm se manifestado abertas ao diálogo, afirmando que a disposição para negociações de paz permanece, embora, segundo elas, os termos se alinhem mais com os interesses e exigências do Kremlin. Os pontos centrais deste possível acordo incluem a retirada das tropas ucranianas de regiões específicas, o reconhecimento das mudanças territoriais, e a promessa de um status neutro para a Ucrânia, entre outros aspectos. A retórica de Fico destaca não apenas a complexidade do conflito, mas também as tensões crescentes entre as nações envolvidas e o impacto de decisões políticas de líderes internacionais.
