O artigo 5 do tratado estabelece que um ataque a um dos membros é considerado um ataque a todos, obrigando os signatários a se defenderem mutuamente. As palavras de Carney sublinharam que, apesar das pressões e reivindicações territoriais, a aliança entre Canadá e Dinamarca permanece forte e inalterada. “Somos parceiros da OTAN com a Dinamarca e nossa colaboração integral é mantida. Nossas obrigações nos termos dos artigos 5 e 2 do tratado permanecem em vigor e apoiamos essas diretrizes”, afirmou o premiê.
Trump, por sua vez, já havia anteriormente insinuado possíveis tarifas contra países que não apoiassem sua reivindicação sobre a Groenlândia, colocando a Dinamarca e seus cidadãos em um estado de alerta. As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia não apenas rechaçaram a ideia de uma “tomada” da ilha, mas também enfatizaram a necessidade de que a integridade territorial da Groenlândia seja respeitada. A Dinamarca, que possui soberania sobre a Groenlândia, expressou preocupação com essas ameaças, enquanto as implicações de uma ação unilateral dos EUA poderiam levar a um aprofundamento das divisões internas na OTAN e ao fortalecimento de laços entre nações da União Europeia que se opõem a tal agressão.
Nesse cenário de incertezas, os Estados-membros da UE iniciam discussões a respeito de possíveis respostas, caso as ameaças dos EUA se concretizem. A situação atual ilustra uma vez mais o delicado equilíbro de forças na política internacional, onde a busca por recursos e territórios se entrelaça com compromissos de segurança coletiva, deixando em aberto as consequências que um ato hostil poderia desencadear na dinâmica entre grandes potências.







