Prefeitura do Rio interdita depósitos clandestinos em Copacabana e intensifica combate ao comércio irregular na orla com o programa Tolerância Zero.

Na manhã desta quinta-feira, a Prefeitura do Rio de Janeiro deu um passo significativo na luta contra o comércio irregular ao interditar dois depósitos clandestinos utilizados para armazenar mercadorias e equipamentos de ambulantes em Copacabana, na Zona Sul. Essa ação marca o início da segunda fase do programa “Tolerância Zero”, que agora foca na desarticulação da logística que sustenta o comércio ilegal ao longo da orla, desde o Leme até o Leblon.

A operação foi realizada simultaneamente em dois locais específicos: a Galeria Ritz Copacabana, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, e o Espaço Casa de Pedra, na Rua Sá Ferreira. As autoridades, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), relataram a apreensão de cerca de nove toneladas de equipamentos e 55 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo. Esse material, segundo estimativas da prefeitura, poderia render uma receita diária de aproximadamente R$ 8,8 mil para grupos envolvidos no comércio ilegal.

Os depósitos foram interditados por funcionarem sem alvará. Durante a fiscalização, ainda foram identificadas ligações clandestinas de energia elétrica em três lojas e três boxes da Galeria Ritz. A movimentação exigiu a interdição total da Rua Sá Ferreira, entre as ruas Raul Pompéia e Bulhões Carvalho, e o bloqueio de uma faixa da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Além disso, carrocinhas na Ladeira Saint Roman foram recolhidas.

O secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, enfatizou que esta nova fase da operação visa não apenas a apreensão de materiais, mas também interromper a estrutura logística e financeira que apoia o comércio ilegal, garantindo assim a proteção dos trabalhadores regularizados e a recuperação de espaços públicos.

Além dessa ação, ambulantes e camelôs organizaram um protesto no início da tarde, bloqueando parte da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e criando congestionamentos no trânsito. Esses protestos têm se tornado frequentes desde o anúncio da operação “Tolerância Zero” pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que começou em julho. A ação agora inclui patrulhas contínuas, pontos de controle de acesso e a apreensão de mercadorias sem comprovação de origem.

A operação de hoje contou com a colaboração de diversas autoridades, incluindo a Vigilância Sanitária, a Guarda Municipal e equipes da Polícia Militar, demonstrando um esforço coordenado entre diferentes órgãos para combater as irregularidades na região. Apesar dos esforços da prefeitura, comerciantes regularizados destacam a falta de diálogo com o poder público em relação à obtenção de regularização, refletindo um desafio persistente na gestão da atividade comercial nas ruas cariocas. A expectativa é que a nova fase do programa proporcione um impacto duradouro na ordenação do comércio em Copacabana e áreas adjacentes, ao mesmo tempo em que busca respeitar os direitos dos trabalhadores que operam sob a legalidade.

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