A medida visa ampliar o acesso da população ao sistema de transporte público, inserindo as bancas na rede de distribuição do cartão verde do Jaé, além das bilheteiras, máquinas de atendimento e estabelecimentos já credenciados. Com essa nova iniciativa, a cidade contará com cerca de dois mil pontos de venda dispersos em diversas regiões, tornando mais acessível a recarga e a aquisição do cartão.
Durante sua apresentação, Arraes destacou que a eliminação do pagamento em espécie é um passo necessário e já foi implementado em outros sistemas de transporte, como BRT e VLT, desde a sua criação. O objetivo principal é otimizar o tempo de parada dos ônibus, também visando a redução de crimes e aumentando a rastreabilidade da arrecadação no setor.
O presidente da Câmara, vereador Carlo Caiado, elogiou a decisão, argumentando que a ampliação dos pontos de venda atende à demanda da população por maior comodidade no acesso ao transporte público. Ele salientou a importância de considerar a opinião da sociedade na elaboração dessa mudança, afirmando que a inclusão das bancas de jornal é uma iniciativa positiva.
Ainda na audiência, Arraes mencionou que a prefeitura planeja inaugurar mais mil pontos de atendimento até o final do mês, correspondendo ao prazo em que se tornará obrigatória a aceitação do cartão. Alguns vereadores e representantes da sociedade civil sugeriram também a inclusão de lotéricas, farmácias, clínicas da família e agências dos Correios como locais de recarga.
A discussão ainda abordou as dificuldades enfrentadas por moradores de áreas mais distantes das estações do BRT e VLT, além das preocupações com a inclusão de idosos e pessoas com baixa familiaridade com tecnologia digital. Contudo, segundo dados apresentados, apenas 8% das passagens são atualmente pagas em dinheiro, o que deve atenuar os impactos da mudança. O cartão Jaé é aceito em diversos meios de transporte, incluindo ônibus, BRT, VLT, vans e no metrô.





